Manual de conduta. Todo Restaurante deveria ter o seu.

Por: Alison Figueiredo

image Frequentemente nos deparamos com os dizeres “Nossa Missão” e “Nossa Visão”  em um quadro afixado logo na entrada ou até mesmo no site das empresas. Mas será que elas realmente colocam em prática tudo que está escrito ali?

Estive em um restaurante na semana passada e me deparei com os seguintes dizeres “Nossa Missão: proporcionar o bem estar e conforto aos nossos clientes através de um ambiente agradável, atendimento eficiente e pratos bem elaborados”. Quando me deparei com esta frase comecei a observar se a empresa realmente prezava pelos dizeres descritos naquela placa. Pude observar que alguns estavam realmente incorporados à cultura da empresa e outros não.

Quando se estabelecem diretrizes dentro de uma empresa, espera-se que elas possam nortear seus objetivos e criar uma cultura de negócio idealizada pelos seus gestores. Mas para que isto aconteça efetivamente é necessário adotar práticas e uma boa estratégia para difundir estas práticas entre seus colaboradores.

Toda empresa deve elaborar um manual com estas diretrizes e repassá-los a todos os novos colaboradores efetivados. Caso sua empresa ainda não tenha um manual, ao criá-lo, repasse aos colaboradores já existentes na empresa também. Desta forma todos saberão o que se espera em termos de responsabilidade dentro de uma empresa.

No caso de um restaurante por exemplo podemos colocar no manual informações relacionadas sobre como deve ser o ambiente de trabalho, o uso de equipamentos de segurança, o atendimento ao cliente, dentre vários outros. Você perceberá que se equipe incorporar ao seu trabalho a cultura da empresa, todos os esforços por parte dos gestores para melhorar o atendimento, produtividade e relacionamento serão minimizados.

 

1 – Ambiente de trabalho
- Manter um relacionamento sempre profissional, respeitando as diferenças individuais de cada um.

2- Pontualidade
- Cumprir os horários pré-determinados pela empresa para qualquer atividade. Desde a chegada ao trabalho, como também, o horário em que o salão deve estar preparado, horário de almoço, etc.

3 – Atendimento aos clientes
- Procurar sempre receber o cliente na entrada do restaurante
- Prestar um atendimento ágil e eficiente
- Procurar sempre sorrir ao conversar com o cliente
- Demonstrar ao cliente que a presença dele é importante para nós.

4 – Higiene Pessoal
- Manter o cabelo sempre preso (atendentes) ou bem aparado (garçons)
- Manter o uniforme sempre limpo e bem passado
- Evitar o uso excessivo de maquiagem
- Manter unhas sempre bem limpas
 

5 – Economia e preservação
- Evitar o desperdício de energia elétrica e água
- Não jogar gorduras ou óleo pelo ralo
- A fechar o estabelecimento apagar todas as luzes

Estes exemplos acima ilustram minimamente as diretrizes de uma empresa para que tudo transcorra com o objetivo de cumprir o que está escrito em “Nossa Missão”. Coloquei de forma bem resumida apenas para exemplificar mas dentro de cada um destes itens pode-se detalhar e exemplificá-los afim de tornar o mais didático possível.

Fonte: Gestão de Restaurantes

Consumo politizado, sustentabilidade e restaurantes

image Empresas que já adotam o conceito de sustentabilidade vão colher frutos do pioneirismo no futuro. Compare os critérios que indicam um restaurante sustentável com o que seriam as práticas para o seu negócio.

Por Rafael Mantesso (http://marketingnacozinha.com.br)

Chegamos ao nosso limite. Nunca estivemos tão ocupados, nunca vivemos de forma tão acelerada. Somos bombardeados diariamente por um conjunto de ações e emoções: ambição, agressividade, competitividade, impaciência, tensão, alerta, um ritmo contínuo de atividades que cadenciam o nosso estilo de vida, repleto de demandas, onde somos sempre pressionados pelo tempo (curto e insuficiente para a realizarmos tantas tarefas).

E como ficam nossas refeições?

São poucos os que procuram separar um tempo destinado à alimentação e a maioria das pessoas acaba procurando cada vez mais a comida rápida, barata e que agrade o paladar de imediato. Mas a que custo…

Fast food e slow food

Geralmente esses alimentos rápidos (fast food) são muito calóricos, ricos em gordura e colesterol, têm pouca quantidade de fibras e grande concentração de sódio; em resumo, são péssimos para nossa saúde e mesmo sabendo disso, compramos, comemos e fazemos o lucro das grandes redes globais.

E como hoje em dia todos os assuntos são bons para tomar posições políticas e a globalização é um alvo muito encantador, apareceu do outro lado o movimento de oposição para marcar terreno e diminuir a importância e imediatismo da comida rápida (fast food).

Este movimento que tem ganhado força e é uma forte tendência. Unindo a ética e o prazer da alimentação, deu ao alimento sua dignidade cultural. Antes desprezado, o paladar é agora apreciado, e através deste movimento, começou uma luta pela preservação e uso sustentável da biodiversidade. Protegem-se espécies vegetais e raças animais, contribuindo para a defesa do meio ambiente, da cozinha típica regional, dos produtos saborosos e do prazer da alimentação. É o oposto da rapidez globalizada, é o comer apreciando, comer sem pressa, é o slow food.

Diante do cabo de guerra dos movimentos, precisamos nos posicionar, seja como consumidores ou empresa. Consumir sempre implicou responsabilidades, mas agora o peso sobre o consumidor é maior. Ele demonstra resistência ou apoio em relação ao fabricante e o tem conhecimento do impacto que a cadeia de produção causa. Quando escolhemos comprar ou não um produto, consumir ou não um alimento, estamos apoiando ou negando uma causa. O consumo está politizado.

Não temos perfil de fazer protestos e passeatas com centenas de ambientalistas, fazemos a nossa parte comprando ou não determinado produto, simples assim. Consumindo ou não determinado alimento, frequentando ou não determinado restaurante. Quando uma empresa opta por uma postura responsável, sustentável, automaticamente coloca em cheque empresas que não são e se diferencia no segmento atraindo adeptos e se tornando referência.

A importância de um fabricante de alimentos ou mesmo um pequeno restaurante de adotar uma política sustentável, responsável, vai além do marketing e promoção de imagem. Ela mobiliza uma conscientização, ela facilita nossa escolha pelo “correto” e alimenta uma tendência onde todos saem ganhando.

Acredita-se que já no ano de 2012 serão impostas metas de corte das emissões de gases do efeito estufa também para países em desenvolvimento e do Terceiro Mundo. Portanto, as empresas que já se adaptaram e implantaram o conceito da sustentabilidade hoje, poderão colher os frutos do pioneirismo e se tornarem referência em seus ramos de atuação. Da mesma forma, as que adiarem as mudanças para a última hora vão arcar com as conseqüências da estagnação.

Ser sustentável não é um diferencial. O diferencial é o pioneirismo: fazer bem e trabalhar para promover o bem estar geral de todos envolvidos na produção e consumo dos seus produtos. Para os que atuam diretamente na sua empresa e os que são afetados por todas as etapas do processo de fabricação ou operação.

Práticas sustentáveis

Mas na prática, como se define um restaurante sustentável? Para a ONG americana The Green Restaurant Association (fundada em 1990 com o objetivo de criar uma indústria ecologicamente sustentável de restaurantes) há alguns requisitos que devem ser preenchidos para que um estabelecimento possa ser credenciado em sua rede, que vão desde a maneira de produzir os alimentos até a madeira escolhida para os móveis.

A ONG avalia os itens dando pontos à eles num questionário divido em 7 setores, que são:

A eficiência da água. Um restaurante médio pode utilizar no máximo 300 mil litros de água por ano. O objetivo disso é promover a eficiência e a conservação de água em instalações de serviços de alimentação. São observados, por exemplo, a vazão de água nas torneiras, modelos de descargas nos banheiros, tipos de válvulas em mangueiras, painéis solares, como são lavadas as roupas dos funcionários, etc.

Redução de resíduos e reciclagem. Um restaurante médio pode produzir somente 150.000 toneladas de lixo por ano. O objetivo disso é estimular os restaurantes a não produzirem resíduos, aumentando o estoque de itens reutilizáveis, reciclagem e compostagem. São observados, por exemplo, o uso de papel toalha nos banheiros, de filtro de café na cozinha, de nota fiscal eletrônica, embalagens retornáveis, etc.

Móveis e materiais de construção. O objetivo aqui é incentivar especialmente instalações novas a fazer decisões de compras ambientalmente responsáveis no que diz respeito a móveis e materiais de construção. São observados, por exemplo, metragem de piso, carpete reciclado, paredes, painéis, tintas, portas, etc.

Comida sustentável. A indústria alimentícia tem o poder para influenciar a cadeia de abastecimento alimentar. Como resultado das decisões de compra do restaurante, a indústria pode reduzir muito dos efeitos negativos da produção industrial, produção de carne, uso de agrotóxicos, diminuição da pesca e transporte de alimentos, e avançar no apoio sustentável local, privilegiando a agricultura familiar e alimentos orgânicos.

Do ponto de vista da emissão de carbono, quanto menos recursos animais, tanto melhor. É observada, por exemplo, a ausência de carnes de porco, boi, frango ou peixes, a distância dos locais onde os alimentos são comprados, etc.

Energia. Os restaurantes são os maiores consumidores de energia elétrica no setor comercial. Busca-se aqui estimular os estabelecimentos a se tornarem neutros na emissão de carbono e usar apenas fontes de energia sustentáveis, ou seja, proveniente de equipamentos mais eficientes, compensando o consumo com fontes renováveis de energia limpa.

Por exemplo, a ausência de ar condicionado, sistema de recuperação de calor, superfícies refletivas, isolamento, calafetagem, vazão de lavatórios, lâmpadas frias, lâmpadas LED, sensores de movimento, etc.

Descartáveis. O objetivo deste tópico é desestimular nos restaurantes o uso de produtos que tenham matérias-primas extraídas de recursos virgens, como as que são feitas à base de petróleo, por exemplo. Em vez disso, os restaurantes devem usar produtos que são feitos de materiais biodegradáveis, ou materiais que tenham sido previamente reciclados e transformado em novos produtos. Conta ponto, a citar, o uso de papéis reciclados, a escolha por materiais recicláveis, etc.

Química e redução de poluição. Poluição do ar e da água são as principais questões da nossa sociedade. Nesta seção, a ONG oferece aos restaurantes ferramentas para reduzir seus impactos sobre as alterações climáticas, poluição do ar e degradação do solo. Além disso, são mudanças que vão beneficiar também a saúde humana.

Conta ponto aqui, por exemplo, se o restaurante fica a menos de 400m de um ponto de ônibus, se ele tem um estacionamento preferencial para clientes ou funcionários que optem por veículos movidos a combustíveis alternativos ou híbridos, 50% ou mais de subsídio para funcionários que usem transporte público, estacionamento para bicicletas, etc.

Bom para os negócios também

A sustentabilidade, bem implantada, com mudanças efetivas de práticas e modelos, impacta positivamente a reputação de um estabelecimento, torna a cadeia produtiva mais eficiente, reduz os riscos inerentes à operação, facilita os financiamentos, possibilita atrair e manter talentos, valoriza a marca, as ações no novo mercado e o mais importante, influencia o padrão de consumo das pessoas.

Ter um restaurante vegan, repleto de painéis solares, em frente a um ponto de ônibus e com um amplo estacionamento de bicicletas pode não ser exatamente o que o consumidor busca. Tão importante quanto ser uma empresa sustentável é ter uma imagem positiva e de vanguarda na mente do consumidor. É fazer com que ele escolha seu estabelecimento quando optar por hábitos mais saudáveis e conscientes.

Aqui no Brasil, há restaurantes que, por iniciativa de seus próprios chefs, estão cada vez mais ecológicos. Ainda que a culinária não seja especificamente orgânica, muitos priorizam uma comida mais brasileira, feita de alimentos produzidos regionalmente e de alguma maneira ou outra tentam optar por políticas mais sustentáveis, e aos poucos, vão se adaptando ao novo modelo. O importante é se mobilizar para as mudanças.

Ser sustentável será a diferença entre a vida e a morte de uma empresa num futuro cada vez mais competitivo e em busca de diferenciais.

Fonte:  [Webinsider]

Technorati Marcas: ,

COPA 2014 – Setor de alimentação fora do lar ingressa no programa Bem Receber

image O objetivo é preparar o receptivo de bares e restaurantes das 12 cidades-sede para um atendimento de excelência aos turistas que visitarem o Brasil em 2014, durante a Copa do Mundo

Mais de 15 mil profissionais do setor de alimentação fora do lar serão treinados por meio do programa Bem Receber Copa, iniciativa do Ministério do Turismo (MTur). O projeto será apresentado em Porto Alegre (RS) na próxima quarta-feira (28) pelo ministro do Turismo, Luiz Barretto.

O objetivo é preparar o receptivo de bares e restaurantes das 12 cidades-sede para um atendimento de excelência aos turistas que visitarem o Brasil em 2014, durante a Copa do Mundo. A ideia é criar, nestes estabelecimentos, Pontos de Informação ao Turista, oferecendo um cardápio de informações úteis ao visitante – pontos turísticos locais, postos policiais, hospitais, locação de carros, além de dicas sobre onde ir e o que fazer. O parceiro executor do projeto é a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

O Bem Receber Copa visa treinar, até o final de 2013, 306 mil profissionais empregados na cadeia produtiva dos 65 destinos indutores do Ministério do Turismo. O investimento total do MTur será de R$ 440 milhões.

Fonte: Cozinha Profissional

Camarão salteado em Azeite de Baunilha com Chutney de Ananás e Chili

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Ingredientes para 6 pessoas:
(Receita do chef Henrique Sá Pessoa)
1 kg de camarão 20/30 (cru)
1 vagem de baunilha
1 abacaxi
1 malagueta vermelha "chili"
100ml de azeite
1 molho de coentros
100gr de açúcar
200ml de água
2 talos de lemongrass (na falta deste usar erva principe ou limonete)
1 pedaço de raíz de gengibre
sal q.b.

Preparação:
Descasque os camarões, retire a tripa e reserve.
Aqueça o azeite com a vagem de baunilha aberta ao meio e com as sementes raspadas, tendo o cuidado para não ferver, e reserve.
Descasque o abacaxi e corte-o em cubos pequenos com cerca de 0,5cm.
Faça uma calda com a água, o açúcar, o gengibre, a malagueta cortada ao meio e sem sementes, os talos do lemongrass ou erva principe e os talos dos coentros, deixando ferver tudo cerca de 5 minutos. Coe o caldo e junte o ananás deixando marinar no mínimo 30 minutos (eu deixar ficar a marinar durante cerca de 8 horas)
Escorra o ananás da calda e junte-lhe as folhas de ecoentros picadas.
Numa frigideira aqueça bem o azeite de baunilha e salteie os camarões previamente temperados com um pouco de sal.

Para servir pode optar por empratar individualmente, colocando no centro de um parto um pouco de ananás, dispondo os camarões por cima e regando com um pouco de azeite de baunilha, ou empratar tudo num prato grande (a minha opção) colocando o ananás com os coentros por baixo e dispondo os camarões regados com o azeite de baunilha por cima.
Sirva de imediato.

Fonte: As Minhas Receitas

Technorati Marcas: ,,

GR realiza palestras em São Paulo

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Entre os dias 28 de Junho a 13 de Julho o SENAC-SP realiza o ciclo de palestras “Da Tendência à oportunidade”. As palestras acontecem na capital e em várias cidades do interior.  As palestras abrangem assuntos relacionados às áreas de Turismo e Hospitalidade, Gastronomia, Nutrição, lazer e eventos.

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A GR participou do evento com a palestra “A responsabilidade de ser Sustentável” ministrada por Alison Figueiredo. Esta mesma palestra também foi ministrada pelos parceiros Rafael Mantesso (http://marketingnacozinha.com.br/) e Alexandre Minardi (www.culturaegastronomia.com.br) . No site do evento tem o artigo pra download e calendário com todas as palestras.

Empresas que usam relógios de ponto eletrônicos têm até agosto para se adaptar à nova legislação

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Empresários que utilizam pontos eletrônicos conseguirão controlar com mais precisão as horas extras de seus funcionários e evitar, assim, ações trabalhistas. Para isso, no entanto, esses empreendimentos têm até o dia 25 de agosto para se adaptar à portaria Nº 1.510 de 21 de agosto de 2009, que regulamenta o registro eletrônico dos expedientes dos trabalhadores de uma empresa. A norma é obrigatória para os negócios que já usam relógios de ponto eletrônicos. Quem tem um controle manual ou tem menos de 10 funcionários não precisa se adaptar.

Editada e aprovada para evitar fraudes no controle das jornadas de trabalho, a portaria exige que os relógios de ponto eletrônicos usados nas empresas emitam comprovantes em papel em todas as entradas e saídas dos trabalhadores, como os recibos produzidos pelas máquinas de cartão de crédito, que podem servir como provas para possíveis ações judiciais. “A medida ajuda tanto os funcionários, que terão em mãos um comprovante das horas extras, quanto os empresários que querem evitar o pagamento de horas extras inexistentes”, diz Mayra Palópoli, especialista em direito empresarial do escritório Palópoli Advogados Associados.

O novo sistema é composto pelos programas de tratamento, conjunto chamado de Sistema de Registro Eletrônico (SREP) – válido a partir da publicação da portaria -, em que o empregador poderá fazer observações sobre a jornada de trabalho de seus funcionários; e pelo equipamento de registro, chamado de Registrador Eletrônico de Ponto (REP).

Esse equipamento deve conter um tipo de “caixa preta” que armazenará as informações sobre o horário de trabalho dos funcionários, impedindo alterações, e uma entrada USB, para que o responsável tenha acesso a esses dados. “Aqueles que não se adaptarem ao novo padrão podem receber multas que podem chegar a R$ 17 mil”, diz Mayra. O sistema pode ser avaliado pelos fiscais por meio de denúncias dos próprios funcionários ou por visitas periódicas feitas pelo ministério do Trabalho.

Aumento da demanda e dos gastos
Segundo levantamento da Madis Rodbel, empresa fabricantes de relógios de ponto e controle de acesso, feito com clientes e parceiros, apenas 10% das empresas já providenciaram a troca dos equipamentos de relógio de ponto eletrônico.
Ainda assim, com a proximidade do fim do prazo para a adaptação à nova lei, a demanda pelos relógios eletrônicos tem aumentado. Outra fabricante de relógios de ponto, a Diponto, por exemplo, triplicou as vendas desde a aprovação da nova portaria. “O que temos feito é criar uma lista de espera para aquisição dos equipamentos”, afirma Rodrigo Boaro, diretor comercial da empresa.
A adaptação à portaria também levará a um aumento nos gastos. “Essa é a maior preocupação e impacto para as empresas, principalmente as pequenas”, afirma Mayra. O equipamento homologado e que emite o tíquete para o funcionário custará quase quatro vezes o preço do equipamento cartográfico. Segundo a Diponto, uma empresa com 50 funcionários terá um custo adicional de R$ 2 mil por ano em bobina de papel. “Nesse ponto foi uma infelicidade do ministério, que não pensou nas implicações ecológicas desse procedimento”, diz Mayra sobre o gasto de papel que resultará da nova legislação.

Fonte: http://revistapegn.globo.com

 

QUALIDADE NÃO É MAIS DIFERENCIAL

Por Igor Novelli

image Seu estabelecimento atende a todas as exigências da Anvisa? Serve pratos e bebidas a preços compatíveis com o seu publico-alvo? Seus funcionários são cordiais, atenciosos e educados? Você só trabalha com produtos de qualidade? Não importa que grande parte dos outros estabelecimentos não seja assim. Para o cliente qualidade é pré-requisito, não diferencial.

Sim, eles estão cada vez mais exigentes. Mas se você parar para pensar, os clientes não estão errados. Quando alguém que poderia comprar uma lasanha congelada e comer em casa resolve pagar muito mais para jantar num restaurante, o mínimo que essa pessoa espera é ser bem atendida, que o prato seja gostoso, que o ambiente seja agradável, que a cozinha esteja limpa e que os produtos utilizados na elaboração do prato sejam de qualidade. É pedir demais? Definitivamente, não.

Por isso, na cabeça do consumidor, qualidade já não representa um diferencial como antes. Claro, se a disputa pelo cliente se der entre um bom restaurante e outro mediano, certamente o bom restaurante terá uma larga vantagem competitiva. O problema é que os restaurantes medianos estão sumindo. Hoje em dia, para manter as portas abertas após o primeiro ano é preciso ser, no mínimo, bom. E quando a disputa é entre dois bons restaurantes? Quem vai ficar com o cliente?

É para essa pergunta que você deve ter uma boa resposta; de preferência “eu!”. Porém, para que essa resposta se confirme é necessário oferecer alguma coisa que o outro não tem. Em mercados onde o profissionalismo chegou mais cedo, como o de softwares, empresas excelentes disputam clientes com outras empresas excelentes e, para elas, a fórmula que mais funciona é deixar de vender um produto para vender uma experiência. É o que, no nosso mercado, fazem o Fifties e o Outback, por exemplo. O caminho passa por criar uma história, desenvolver um cenário, mexer com o imaginário do consumidor. É criar envolvimento desde a hora em que o consumidor coloca o pé dentro da sua loja até o momento em que este mesmo pé volta à calçada. É criar um mundo à parte, como fez Howard Schultz, o homem por trás do sucesso da rede de cafeterias Starbucks. Howard não pensou na Starbucks como um lugar que vende café. Café se compra no mercado ou pronto na padaria. Howard pensou na Starbucks como um lugar entre a casa e o trabalho onde as pessoas pudessem relaxar e ter uma boa conversa, ler um livro ou qualquer coisa do gênero. Somado a isso, nem é preciso dizer que o prazer de beber café se multiplica. É isso que faz um empreendimento se destacar do resto no século XXI. Aí, finalmente, você pode pensar: “mas será que eu preciso pensar tão grande quanto esse sujeito para manter o meu negócio dando lucro?” As necessidades evoluem, caro leitor. Um dia a qualidade foi um importante diferencial. Hoje é só pré-requisito.

Igor Novelli é publicitário e sócio da Novelli Martoli, consultoria de marcas voltada especialmente para bares, restaurantes e casas noturnas.igor@novellimartoli.com | 11 9719 5433

Óleo para fritura – Qual a hora certa de substituí-lo?

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Os óleos e gorduras para fritura utilizados em Restaurantes e bares por muitas vezes geram muitas dúvidas referente ao momento certo de substituí-los. Muitos estabelecem um dia da semana para substituir o óleo utilizado para fritura mas tal atitude nem sempre pode estar correta.

A degradação do óleo está sujeita à sazonalidade de vendas do restaurante, às técnicas de utilização e avaliação de suas características sensoriais.

Para conhecer um pouco mais selecionamos algumas questões relacionadas ao tema e também oferecemos soluções para que o óleo seja substituído na hora certa.


O que acontece com o alimento se a qualidade do óleo/gordura de fritura estiver ruim?

O produto frito apresentará cheiro ransoso, cor escura, aparência menos atrativa, ficará mais enxarcado de gordura, sabor ruim, menos crocante, pode ficar queimado por fora e cru por dentro além de ocorrer uma diminuição na qualidade nutricional do alimento, .

O que acontece na gordura durante o processo de fritura?
Ocorre uma mudança na viscosidade, sabor, cor e produção de fumaça devido às reações que químicas que ocorrem com os óleos e gorduras durante a operação de fritura. Há ainda a redução do poder de fritura proporcionando maior uso de energia para manter a temperatura dos óleos e gorduras.

O que causa as reações de degradação da gordura?
O ar, a água presente nos alimentos e o aquecimento durante o processo de fritura.

Como um óleo de fritura degradado afeta a saúde das pessoas?
As pessoas comem a gordura que é absorvida pelo alimento frito causando problema digestivos.

Quais os fatores que afetam a velocidade das reações de quebra da gordura?
As reações de degradação dos óleos e gorduras podem variar de acordo com o tipo de gordura usada, tipo do alimento que será frito, volume do alimento colocado na fritadeira, adição de sal, umidade do produto, mudanças climáticas, excesso de aquecimento, filtração da gordura, adição de óleo novo, tipo de fritadeira. Por isto deve-se fazer o teste com a tira uma vez por dia para cada fritaderia porque se um destes fatores mudar, a velocidade de quebra da gordura também mudará.

O que são ácidos graxos livres?
Ácidos graxos livres são uma das substâncias que resultam das reações de degradação dos óleos e gorduras no processo de fritura que já mencionamos.

São os ácidos livres os únicos compostos formados pela quebra da gordura?
Quando a gordura é exposta ao calor, oxigênio, alimento, umidade (água), uma variedade de reações químicas ocorre e a formação de ácidos graxos é apenas um dos resultados destas reações. A escolha da concentração de ácidos graxos como indicador da qualidade da gordura ocorreu porque é fácil medí-la e porque é um parâmetro de avaliação da qualidade dos meios de fritura utilizado em vários países.

A Anvisa estabeleceu algum limite para a presença de ácidos graxos livres nos óleos e gorduras de fritura?
Não. A Anvisa não estabeleceu nenhum limite para a presença de ácidos graxos livres nem de compostos polares. Mas já existe a obrigatoriedade de se estabelecer medidas para garantir que os óleos e gorduras não constituam uma fonte de contaminação química para os alimentos.

Dicas para aumentar a vida útil da gordura
* Filtre a sua gordura com frequência;
* Use a temperatura mais baixa possível;
* Cheque a calibração periodicamente;
* Desligue a fritadeira ao final do dia ou reduza a temperatura entre dois turnos;
* Mantenha as fritadeiras limpas;
* Cubra as fritadeiras quando não estiverem em uso;
* Faça uma manutenção periódica da sua fritadeira.

Fita Monitor de Saturação de Gordura da 3M

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DESCRIÇÃO DO PRODUTO:
O produto consiste em uma tira de papel branca para teste de medida 0.762cm x 9.525cm com quatro faixas azuis paralelas que monitoram a porcentagem de ácidos graxos livres do óleo de fritura monitorando a vida útil e qualidade do mesmo.

BENEFÍCIOS
* Monitora a vida útil da gordura: descarte no tempo certo;
* Protege a imagem do restaurante, mantendo a alta qualidade e padronização do alimento frito, com sabor agradável;
* Protege a saúde do consumidor, prevenindo que a gordura degradada seja consumida;
* Maneira econômica de medir, eficientemente, o nível de degradação da gordura;
* Permite determinar um ponto de descarte para cada operação;
* A qualidade da gordura é visivelmente medida em 15 segundos;
* Economiza dinheiro prevenindo que gorduras em bom estado para uso sejam descartadas;

CARACTERÍSTICAS
* Fácil de usar: procedimento simples;
* Fácil de ler: observar a mudança da cor azul para amarelo;
* Rápido: resultados em alguns segundos;
* Usado na gordura na temperatura de fritura;
* As bandas medem quatro diferentes níveis de quebra da gordura.
* Tiras de teste descartáveis, seguras e não tóxicas.

APLICAÇÃO:
Além da aplicação manual, o Monitor de Gordura 3M pode ser utilizado através do uso de um pegador.

O que a fita do Monitor de Óleos e Gorduras mede?
As bandas da fita irão reagir com a acidez da gordura e vão indicar a concentração de ácidos graxos livres da mesma. A leitura é direta e quase imediata.

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A tira pode ser usada em diferentes tipos de gordura/óleos?
Sim, todos os óleos e gorduras são compostos de triglicerídeos que podem reagir e formar ácidos graxos livres.

Porque a gordura tem que estar quente durante o teste?
Para que a reação na tira ocorra entre 15-30 segundos a temperatura da gordura tem que estar na temperatura de processo.

A tira pode ser reutilizada?
Não, mesmo que não apareça nenhuma modificação na tira, ela ocorreu e, se reutilizada dará uma falsa leitura.

Existe alguma recomendação para a estocagem do produto?
Sim, o monitor é afetado pela alta temperatura e alta umidade. Ele deve ser mantido em local frio (4°C) e seco (dentro do frasco fechado) quando não estiver em uso. Quando refrigerado pode ocorrer uma leve descoloração das bandas, mas isto é totalmente reversível. Quando a fita voltar a temperatura ambiente, fora dos frasco, terá sua cor original de volta e estará pronta para uso.

A tira tem prazo de validade?
Sim, a data de validade está impressa no rótulo do frasco e na caixa.

Devo continuar o uso do monitor mesmo após ter determinado o dia de descarte da gordura para a minha operação?
Sim. A produção de ácidos graxos livres não é necessariamente constante. O volume de produtos fritos colocados na fritadeira e as características de operação da mesma são alguns fatores que afetam a velocidade de produção destes ácidos.

Tem algum problema a tira entrar em contato com a gordura que está fritando um produto alimentício?
Não existe nenhum problema. Todos os componentes da fita do Monitor de Óleos e Gorduras são de grau alimentar e o produto foi dispensado de registro pelo ministério da Saúde (Dec.Lei n° 986/69)

Bares e restaurantes reclamam de taxas

image As taxas cobradas pelas operadoras de cartão de crédito serão debatidas entre hoje e amanhã, em Foz do Iguaçu, durante o Encontro Nacional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). A queixa do setor é que o chamado “dinheiro de plástico” está onerando as empresas.

Há cerca de dez anos, os pagamentos com cartões representavam em média 5% do faturamento de bares e restaurantes. Hoje, esse volume chega a até 95% em alguns estabelecimentos. Somente no ano passado, o setor movimentou R$ 62 bilhões. O problema, diz a Abrasel, é que enquanto a estabilidade econômica estimulou a utilização maciça dos cartões como moeda corrente, as taxas sobre as operações se mantêm as mesmas: de 3,5% por transação, na média, mas podendo chegar a 6% em alguns casos.

“No início, quando o serviço começou a se espalhar pelo país havia a promessa das operadoras que o comerciante que oferecesse aos seus clientes esse tipo de opção de pagamento teria um aumento considerável nas vendas. Mas, com o tempo, isso acabou se provando ser uma grande mentira”, aponta o presidente da Abrasel-PR, Marcelo Woellner Pereira.

Muitos, com medo de perder clientes, passaram a oferecer o serviço e arcar com as taxas e o aluguel das máquinas e com o tempo para receber o dinheiro das vendas – 24 horas para as operações de débito e até 30 dias para as de crédito. “É lógico que as pessoas preferem a conveniência e o número de pagamentos por essa opção aumenta, a ponto de alguns comerciantes nem verem mais a cor do dinheiro. Mas o consumidor que prefere um bar ou um restaurante não deixa de frequentar esse estabelecimento se não puder pagar com o cartão de crédito ou de débito. Ele dá um jeito de pagar de outra forma.”

A ideia do encontro em Foz é reunir sugestões e debater soluções para esse problema. Além das taxas dos cartões, a elevada carga tributária do país também será debatida pelos comerciantes.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br

Boas Práticas de Higiene – Desafio para os Restaurantes

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Introdução

As necessidades de trabalho nos tempos modernos impuseram grandes mudanças nos hábitos de vida das populações. O número de refeições fora do lar é crescente, assim como o número de estabelecimentos que fornecem opções para almoço e jantar, desde o tradicional “ a la carte” ao serviço de buffet “self-service”, dentre outras modalidades.  Porém,  é importante ressaltar que além dos aspectos de sabor, aroma, criatividade e opções de pratos variados, há o aspecto sanitário e de segurança do consumidor que deve ser considerado.

Relatos recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), informam que mais que 60% das doenças de origem alimentar, são de toxinfecções alimentares e decorrem de práticas inadequadas de processamento, relacionados à deficiências de higiene ambiental e de utensílios, maus hábitos dos manipuladores e manutenção ou reaquecimento dos alimentos em temperaturas inadequadas.  Dentre os agentes envolvidos, estão as bactérias, vírus, fungos e parasitos(4).

Em função disso a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicou, desde 16 de setembro de 2004, a RDC 216, estabelecendo prazo de 180 dias para que os restaurantes, lanchonetes, bares, bufês e cozinhas institucionais  aderissem ao regulamento que inclui a capacitação de funcionários  e o manual de boas práticas.

O regulamento foi resultado de discussões, coordenadas pela Anvisa.  De acordo com o texto, as boas práticas em locais onde se vendem refeições devem abranger questões como a manutenção e a higienização das instalações, dos equipamentos e dos utensílios; o controle da água de abastecimento e da presença de vetores transmissores de doenças e de pragas urbanas; a capacitação dos profissionais; a supervisão da higiene dos manipuladores; o manejo correto do lixo e a garantia sobre a qualidade do alimento preparado (3). 

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Medidas de Apoio a implantação de controle da qualidade de alimentos

APPCC – Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle

O Sistema APPCC e seus  pré-requisitos (Boas Práticas de Fabricação –BPF e Procedimentos Padrões de Higiene Operacional –PPHO) são utilizados pelas indústria de alimentos para controlar os perigos à saúde do consumidor e garantir a qualidade de seus produtos. Os perigos que podem ser físicos (fragmentos de metais o vidro), químicos (agroquimícos, substâncias de uso veterinário) ou biológicos (microrganismos; parasitos) podem ser introduzidos nos alimentos em toda a cadeia produtiva, por isso o controle deve ser realizado desde o produtos até a chegada do produto ao cliente. De acordo com dados oficiais, a maioria dos casos de doenças de origem alimentar ocorrem em residências, restaurantes e locais de preparo e distribuição de alimentos prontos. Em fevereiro de 2001, um convênio foi assinado com parceria entre SENAI, SEBRAE, SENAC, SESC e SESI, sob a coordenação técnica do SENAC, para atuar no segmento mesa (cozinhas industriais e catering, cozinhas hospitalares e lactários, restaurantes, bares, padarias e similares, lanchonetes e similares e ambulantes), juntamente com a Agência de Vigilância Sanitária, para favorecer a implantação e treinamento de equipes nos estabelecimentos que preparam e comercializam alimentos (1).

A implantação das boas práticas ainda é um grande desafio para os restaurantes que lidam, por vezes,  com mão de obra sem formação e resistente a mudanças. Uma forma prática e rápida de implantar as boas práticas é utilizar a  ficha de inspeção ou “ check-list” para a área de alimentos, que permite levantar dados conformes e não conformes e traçar ações corretivas para adequadar os critérios controlados, buscando prevenir, reduzir ou eliminar os perigos.

Legislação

As BPF são obrigatórias pela legislação brasileira, para todas as indústrias e estabelecimentos de alimentos e estão pautados nas Portarias nº. 1428/93, nº. 326/97, nº. 368/97, Portaria CVS nº. 6/99 e nas Resolução da Direção Colegiada RDC nº. 275/2002 e nº. 216/2004.   A ficha de inspeção de estabelecimentos foi determinada pela Resolução RDC nº. 275 de 21 de outubro de 2002 pela ANVISA, dando todos os parâmetros a serem observados nos estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos (5).

A Organização Mundial de Saúde  definiu de forma sintética 10 regras de ouro para a preparação de alimentos. As recomendações são abrangentes e por isso, precisam ser adaptadas às condições de aquisição, processamento e consumo(2).

1. Selecionar cuidadosamente os alimentos;
2. Os alimentos devem ser completamente cozidos;
3. Consumir o mais breve possível os alimentos após a sua confecção;
4. O armazenamento dos alimentos deve ser efetuado de acordo com as suas características e
corretamente acondicionados;
5.  O reaquecimento dos alimentos deve ser completo;
6.  Evitar o contato entre alimentos crus e cozidos;
7.  Lavar as mãos sempre que necessário e  repetidamente;

8. Manter todas as superfícies e utensílios que tenham contato com os alimentos devidamente
higienizados;
9. Proteger os alimentos de insetos, roedores e outros animais;
10. Utilizar sempre água potável.

Fonte: do Mesa Saúde de Márcia Pimentel